06/01/2018

Chapter 6 - Crossfire

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    Suas mãos corriam o corpo dela desesperadamente, enquanto se beijavam. Ele a apertava, puxava para mais perto, aspirava seu cheiro doce e inebriante mal acreditando que ela estava em seus braços. As costas dela se chocaram contra a porta com força e um suspiro arrastado escapou de seus lábios, o que arrepiou cada centímetro do corpo dele. Os dois necessitavam um do outro, seus corpos queimavam. Se ele era fogo, ela era gasolina.
    Em algum momento entre um beijo e outro, Justin ponderou o que estava fazendo. Ele era casado e mesmo que o amor entre ele e a esposa tivesse esfriado, traí-la não melhoria em nada as coisas, pelo contrário. Então Sapphire arranhou sua nuca suavemente e mordeu seu lábio inferior e sua mente se tornou nebulosa novamente. Sua mão esquerda tateou a porta até achar a maçaneta que ele cuidadosamente girou para abrir a porta, fazendo que os dois cambaleassem para dentro do quarto.
    Ele a guiou em direção à uma das camas, mas ela girou o corpo, guiando-o à outra e o empurrando pelos ombros para que caísse na mesma. Ela não tinha tanta certeza se Kimberly teria a mesma consideração por sua cama, mas ela não transaria com alguém na cama da amiga. A garota então chutou os saltos e subiu na mesma, passando uma perna para cada lado do corpo do rapaz e curvando-se para beijar seu pescoço demoradamente, sentindo o gosto de sua pele quente e um volume abaixo dela. As mãos dele apertaram sua cintura com força e as dela passaram a arranhar seu abdômen por baixo da camisa que em seguida passou a desabotoar.
    Seus dedos estavam trêmulos, não apenas por conta de sua consciência a acusando, mas porque desde que entrara no Sapphire ela não dormira com ninguém. A garota jamais admitiria em voz alta, mas tinha medo de não conseguir satisfazê-lo, mal sabendo que seu toque mais simples já o deixava louco. Sem muita paciência, ela abriu botão a botão de sua camisa, embora sua vontade fosse estourar todos eles para se livrar da peça mais rápido. Quando finalmente a mesma foi parar no chão, ela admirou seu corpo. Cada centímetro parecia ter sido pensado para atraí-la, principalmente as muitas tatuagens que cobriam seus braços fortes. Ela desceu seus lábios vagarosamente do pescoço para o peito dele, traçando um caminho até o cós da sua calça, ouvindo sua respiração descompassada. Ele, por sua vez, acarinhou os macios cabelos azuis dela e esticou a mão para o criado-mudo acendendo a pálida luz do abajur que havia ali.
    — Eu quero te ver… Quero guardar essa imagem na cabeça — ele sussurrou e ela sentiu seu rosto esquentar, mas encorajou a si mesma mentalmente a continuar o que havia começado. E nem precisou de tanto incentivo assim.
    Seus dedos inseguros encontraram o botão da calça dele que ela abriu, em seguida deslizando o zíper e enfim a calça por suas pernas, dando de cara com sua ereção coberta por uma boxer preta. Ela mordeu o lábio com força, o olhando e apenas a expressão de seu rosto fez seu membro latejar. Ele estava ansioso demais para deixar que as coisas corressem lentamente, de modo que em um movimento rápido ele os girou na cama, ficando por cima dela, apoiado em uma mão enquanto a outra impaciente encontrou o tecido fino da calcinha que usava que ele tratou de arrancar sem rodeios. Havia um jogo implícito para ver quem ficava nu primeiro e eles estavam empatados.
     Ele tomou seus lábios novamente e sua mão desceu por sua cintura até alcançar sua coxa farta que ele levantou à altura de sua cintura, apertando a parte interna da mesma enquanto ficava entre suas pernas e roçava suas intimidades separadas por uma única camada de tecido. Ela arfou contra seus lábios e ele sorriu entre o beijo. Queria dar a ela todo o prazer que podia e o faria.
    Suas mãos subiram novamente por seu corpo e se dirigiram às costas da outra que arqueou as arqueou, facilitando que ele vencesse o jogo, retirando a última peça de roupa dela. Ela estava completamente nua e ele estava apaixonado por seu corpo. Suas mãos moveram-se automaticamente para apertar com força os seios dela, arrancando-lhe suspiros sôfregos e logo ele estava provando-os em sua boca, enquanto ela lhe puxava os cabelos. Chupou, mordiscou e lambeu aquela área, deixando-a avermelhada enquanto ela arranhava sua nuca.
    Então ele desceu sua boca pela barriga dela, parando em sua entrada quente e úmida. Eles se olharam por algum tempo e a expressão no rosto dela pareceu angelical para ele.  O único anjo que lhe faria pecar. “Você é linda”, pensou em dizer, mas antes que pudesse perceber, sua boca estava ocupada. Ele movia sua língua na intimidade dela, que se retorcia e arfava baixinho, agarrando os lençóis, por vezes prendendo sua cabeça entre as coxas. Quando ele percebeu que ela estava prestes a vir, parou os movimentos e esticou a mão para seu jeans no chão, pegando na carteira um pacote prateado que ele rasgou nos dentes. O preservativo foi colocado com pressa e ele a olhou enquanto se posicionava entre suas pernas, buscando um sinal verde em seu rosto.
    — Me diga se quiser que eu pare — ele disse, embora fosse ficar frustrado se ela mudasse de ideia, mas ela apenas investiu seu quadril contra o dele, cem por cento certa de que tudo o que queria naquele momento era ele.
    Bieber segurou sua cintura com uma mão e guiou o membro ereto para sua entrada com a outra, deslizando lentamente para dentro dela, que mordeu o lábio com força. Ele se apoiou nas mãos e saiu dela devagar para em seguida voltar a investir com força, indo fundo e arrancando-lhe um gemido que o fez sorrir satisfeito. Continuou nesse ritmo torturante até que ela choramingasse e lhe pedisse que fosse mais rápido, com os olhos cerrados.
    — Olha pra mim, babe — pediu e ela abriu os olhos castanhos para encara-lo, com a boca entreaberta.
    Ele passou a investir com mais vigor, gemendo rouco e baixo para que apenas ela escutasse, o que a estava levando à loucura. Enquanto sustentava seu peso num braço, a outra mão se moveu para contornar-lhe os lábios vermelhos com o polegar. Ela parecia ainda mais irresistível à quente meia-luz do abajur. De repente ela abocanhou seu dedo e passou a chupá-lo enquanto o olhava. Ele não esperava por aquilo, de modo que suspirou de satisfação, investindo mais forte e rápido. Seus corpos se moviam ritmados, cada um buscando o máximo que podiam um do outro.
    Sapphire ergueu o corpo, abandonando o dedo dele e alcançando seus lábios. Justin logo invadiu sua boca com a língua, que ela chupou, enquanto arranhava suas costas. Ela não pensou que no dia seguinte ele estaria com a esposa e não podia ter marcas, ela só o desejava. Desesperadamente. 
Seus corpos suados se misturavam no calor da noite de Las Vegas e se moviam tão rápido quanto as horas passavam. Se chocavam, se completavam. Ele continuou a estocar, forte e profundamente até que sentisse o formigamento conhecido na barriga que anunciava seu ápice, que há muito tempo só sentia sozinho. Ele diminuiu o ritmo, apertando com força a cintura dela e ela sabia que ele estava perto, assim como ela. Então sentindo sua intimidade pulsar, ela o apertou contra si com as pernas, como uma súplica implícita de que não se segurasse.
    — Oh, Sapphire — murmurou, extasiado.
    Ele então apoiou os dois braços na cama novamente, se apoiando nos cotovelos e estando apenas a milímetros acima dela, os corpos como se fossem um. Justin estocou várias vezes sem parar, forte, rápido, quente e delicioso até que os dois chegassem ao prazer máximo juntos e apenas respirações pesadas sobrassem no quarto. Ele a puxou para seus braços e ela se deixou ser acolhida sem pensar demais naquilo.
    — Lizzie — ela cortou o silêncio de repente e ele a encarou, confuso. — Meu nome não é Sapphire. É Elizabeth, mas as pessoas costumavam me chamar de Lizzie.
     — Lizzie… — ele experimentou como o apelido soava em seus lábios e gostou, gostou ainda mais que ela o estivesse compartilhando com ele.
    — Benny, o dono do clube pode ser um imbecil, mas sempre arranja um nome artístico para as strippers para preservar sua identidade. Quando cheguei, tinha dezessete anos e ele queria que eu parecesse mais velha, então tingiram meus cabelos de azul, pois “era ousado” — ela revirou os olhos, rindo nasalado. — Os cabelos lhe lembraram a pedra preciosa e ele me batizou como Sapphire.
    Justin não podia negar, gostava de seu nome de stripper, mas “Lizzie” lhe cabia bem. Soava doce e atrevido ao mesmo tempo. Ele não pôde evitar perguntar como ela acabara ali e ela não pareceu incomodada ao lhe contar toda sua história, incluindo seu irmão no colégio religioso, o que trouxe luz àquela tarde em que ele a seguira. Ela falou sobre tudo e então ele entendeu para que serviria o dinheiro combinado pelas fotos. Ela era mais nobre do que ele pensava. Ela apenas não tinha outra opção.
    Conversaram durante o resto da madrugada aos sussurros, ouviram quando a música cessou e, mesmo assim, Kimberly não retornou ao quarto. Eles poderiam ficar ali, entrelaçados o dia inteiro se o celular dele não tocasse, os despertando de sua infinidade fantasiosa. Era ela, Selena e os olhos dele se arregalaram. Apenas naquele momento pareceu entender a gravidade do que fizera. Não atendeu, apenas deixou que o som irritante ecoasse repetidas vezes enquanto se vestia silenciosamente. Sapphire se cobriu com o lençol e acompanhou em silêncio enquanto ele se movia. Não estava exatamente arrependida, mas sabia que estava errada. 
    Apenas essa noite, lembrou da voz dele dizendo e engoliu em seco. Era aquilo. O fim. A conclusão. Mais algumas fotos e seriam separados pelo destino. Ela acreditava que o que ele nutria por ela era curiosidade e agora Justin Bieber era o único cliente do Sapphire Gentlemen’s Club que já tinha provado Sapphire, a stripper mais desejada da casa. Ele havia tido o que queria e agora podia voltar à sua esposa perfeita, em sua cobertura perfeita, em sua vida perfeita.
    — Eu tenho que ir, mas te ligo para tratarmos de negócios — disse e ela riu sem humor, assentindo enquanto ele guardava o celular no bolso e caminhava até a porta. Se sentia usada, como uma prostituta. — Até logo, Lizzie.
    — Até. — disse seca e ele não olhou para trás ao passar pela porta.


    Assim que Justin passou pela entrada do apartamento pôde ver Selena jogada no sofá em seu robe branco de seda, os pés na mesinha de centro, a expressão perdida e ele sentiu o coração acelerar. Ela ouviu o barulho da porta e se virou para ver o marido que estava fora desde a noite anterior. Ela suspirou longamente e ele respirou fundo, sabendo que estava prestes a enfrentar a inquisição.
    — Não foi trabalhar hoje? — perguntou cauteloso, se livrando dos Vans e ela lhe olhou com deboche, por conta da resposta óbvia, afinal, se tivesse ido não estaria ali naquele momento. — Ok, não foi. Por quê?
    — Talvez porque acordei hoje e você não estava? Talvez porque você não me enviou sequer uma mensagem para dizer que dormiria no Christian? Talvez porque estamos nos tornando estranhos debaixo do mesmo teto e eu não consigo mais viver com isso… — ela disse, olhando no fundo dos olhos dele, esperando alguma reação, mas por um minuto tudo o que fizeram foi ficar em silêncio. — DIGA ALGUMA COISA, DROGA!
    — O que quer que eu diga, Selena? — disse, não perdendo a calma como ela, mas sentido que estava à beira disso. Ele se sentou no sofá ao seu lado, massageando as próprias têmporas. — Não sei o que dizer ou o que fazer com nosso casamento. Não sei nada sobre nada e tudo o que você faz sobre isso é ignorar ou jogar as coisas na minha cara.
    Ela ficou em silêncio, o olhando, então ele se sentiu encorajado a continuar falando. Ele queria dizer tudo o que estava errado. Ele queria dizer todos os motivos que o levaram a traí-la, além da tentação que Sapphire era. Se o casamento estivesse bem, ele nem sequer teria conhecimento da outra garota e naquele momento ele estava confuso demais para pensar se aquilo seria bom ou ruim.
    — Desde que eu perdi o emprego, você está mais distante do que nunca. Mas deixa eu te contar uma coisa, querida, você se casou comigo e não com o meu cargo. Eu tentei consertar as coisas, estava perdendo o sono por isso, mas você nem tentava me entender. Tudo o que você queria era que eu estivesse de volta à maldita Vogue para que você pudesse se gabar às suas malditas amigas quando na verdade eu perdi o emprego por sua culpa! — despejar aquilo estava lhe tirando um peso dos ombros, mas em compensação parecia estar sendo depositado nas costas da mulher à sua frente, que tinha os olhos marejados. Mas ele não parou. — Era com você, Selena, que eu brigava tanto que não podia me concentrar no trabalho. Era por causa das discussões constantes com você que eu bebia e ainda bebo tanto. Porque eu preferia a ignorância de estar bêbado a ter meu coração sendo esmagado de novo e de novo por você. É por isso que eu não tento mais fazer as coisas darem certo, porque você não parece dar a mínima. Você se lembra a última vez que fizemos amor? Bom, eu não. Você é a causa dessa merda toda, não eu, então não me torne o vilão.
Antes que ela pudesse se conter, sua mão cortou o ar e acertou a bochecha dele com força em um tapa dolorido. Ele cerrou os olhos e a marca vermelha surgiu instantaneamente, assim como o arrependimento dela, que cobriu a boca com a mão, surpresa com o próprio acesso de raiva. Se pudesse reverter aquilo, o faria com certeza, mas estava magoada. Aquele foi seu jeito de revidar às suas palavras cortantes. Ela o amava, com certeza o amava. Acima de tudo, de todas as expectativas que nutria sobre ele, ela o amava. Mas haviam se perdido um do outro. Era tarde demais.
    — Justin, me desculpe… Eu… eu não quis… — sua voz trêmula não conseguia concluir frase alguma, principalmente quando ele se levantou e se dirigiu à porta, pegando os Vans no caminho. — Não, espere! Não vá! Podemos resolver as coisas.
Ela correu atrás dele e segurou seu braço, as lágrimas descendo pela face. O virando para ela, segurou seu rosto com força entre as mãos e o beijou. Tentou aprofundar o beijo, mas ele não lhe deu acesso, mantendo os braços ao lado do corpo e os olhos sem vida abertos. Sem conseguir alguma reação, ela abriu o robe e deixou que a peça caísse no chão, revelando seu corpo nu. Tentou beijá-lo novamente, mas dessa vez ele a afastou pelos ombros.
    — Não — foi a última coisa que ele disse antes de passar pela porta, deixando a mulher nua e em prantos para trás. 
    Como no dia em que conheceu Sapphire, Justin vagou pelas ruas completamente perdido. Acendeu um cigarro e fumou enquanto o sol se erguia no céu. Pensou em voltar para a stripper, mas ela não pareceu contente quando ele a deixara uma hora antes. Assim, seguiu para o único lugar da parte alta da cidade que poderia ir: a casa do melhor amigo. O porteiro o conhecia e liberou sua passagem de imediato. Ele subiu fumando no elevador, embora não devesse. No quinto andar, uma senhora entrou e lhe direcionou um olhar de reprovação ao encontrar a câmara de fumaça em que ele transformara o elevador, mas ele a ignorou completamente. No décimo ele desceu e se dirigiu ao apartamento 32B, apertando a campainha, mas Chris não estava lá, como ele pôde constatar depois de cinco tentativas.
    Por fim, acabou deslizando pela porta e se sentando no capacho da mesma. O cigarro aceso entre os lábios, os olhos fechados e a cabeça tombada para trás. Estava exausto, não havia pregado os olhos naquela noite e nem conseguiria, em sua cabeça duas mulheres brigavam por atenção. Abraçou os joelhos e permaneceu ali. O chão frio do corredor era mais acolhedor que sua casa.


    Sapphire tentou dormir, mas sua consciência não lhe permitiu, de modo que ela pegou uma toalha e se dirigiu ao banheiro que dividia com todas as outras. Estava desocupado e ela pôde adentrar o box e deixar que a água morna levasse todos os vestígios da noite anterior de seu corpo. Ela se sentia suja, uma qualquer, tudo o que jurava não ser. Ela descansou a cabeça na parede e ali ficou por algum tempo. Tempo suficiente para que se formasse uma fila de strippers na porta. Cansadas da noite, apenas queriam se lavar para recomeçar seu ciclo de ensaios, apresentações, transas, dinheiro.
    — Seja quem for, pode estar morta — ela ouviu uma voz feminina, Janice, uma das menos chatas. — Você sabe, overdose, HIV, suicídio, sífilis… 
Sapphire se envolveu na toalha e abriu a porta antes que ficasse enjoada pela lista. As garotas lhe direcionaram olhares de asco que ela ignorou, apenas seguindo para o quarto, onde vestiu uma regata da Joy Division e uma calça jeans. Os cabelos azuis começando a desbotar, molhados e frios no rosto faziam seus lábios tremerem. Sentou na cama por algum tempo, andou de um lado para o outro por algum tempo até que decidiu procurar por Kimberly para lhe orientar, afinal, a garota ainda não havia aparecido. 
    De All Star, desceu as escadas que davam para o salão principal, onde ouviu a voz de Brian se erguendo nervosa:
    — Você não pode permanecer aqui, senhor. A menos que esteja com uma das garotas da casa, tem que ir embora! 
    — Eu estou pagando por vários drinks, amigo — sua voz soava embargada e ele estava mesclando o sotaque francês com espanhol. Só então ela notou que se tratava de Christian e rolou os olhos nas pálpebras. Aquela dupla, a seu ver, apenas gerava dor de cabeça. — Tenho o direito de ficar.
    — Eu cuido desse, Brian — Sapphire anunciou se aproximando e o rapaz já impaciente fez um gesto com a mão como quem diz “Todo seu” e foi cuidar de suas ocupações. — Você já não está grandinho para fazer birra?
    — Sapphire, grande Sapphire! — gritou, atraindo o olhar de outras garotas, fazendo a stripper se sentir desconfortável. — Como foi a noite, hm? — perguntou e a garota franziu a testa. — Ah, não vem com essa! Justin sumiu depois da sua apresentação e eu sei que ele não foi para casa.
    — Não importa pra você, Beadles. Facilita o meu trabalho e se manda, por favor — ela cruzou os braços e ele suspirou, erguendo as mãos como quem se rende e se levantando. — A propósito, você viu a Kimberly?
    — Também não a vi mais depois do seu incroyable lap dance. Achei que fosse um ménage à trois — ele riu e ela revirou os olhos.
    Ele esvaziava o último copo de whisky para ir quando o nome “Sapphire” ecoou pelo local em uma voz grossa e autoritária. Ela mal virou para ver o autor do grito e seu rosto foi obrigado a virar-se para o outro lado, quando uma mão acertou em cheio sua face direita com um tapa estalado. Por algum tempo, ninguém disse nada ou sequer se moveu no grande salão até que Benny, o chefe, o cara que quase nunca aparecia para as strippers ajeitou o blazer e suspirou irritado, trincando o maxilar.
    — Quem você pensa que é, sua vadiazinha? — disse e, confusa, Sapphire levou a mão à bochecha ardida. — Você não pode mudar o seu número sem me consultar antes. Você não pode fazer nada sem me consultar antes!
    — Eu… não pensei que… Eu…
    — Cala a boca — ele a interrompeu e ela não ousou desobedecer sua ordem. — Você é o fetiche da casa, Sapphire. A mais desejada e a única inalcançável. Uma vez que você rebola no colo de um cara qualquer, você deixa de ser tão especial. Você se torna como todas as outras! É isso que quer? — ele a pegou pelo braço, apertando-a e quase erguendo-a do chão. — Quer que eu permita que te toquem?
Os olhos da menina se encheram de lágrimas e ela negou rapidamente. Apenas a possibilidade lhe dava arrepios.
    — Tecnicamente você está errado, senhor — a voz bêbada de Christian se fez ouvir e Sapphire rezou mentalmente para que ele não dissesse nenhuma besteira. Ela conhecia Benny e sabia muito bem que paciência estava longe de ser seu forte. — O número de ontem gerou expectativa. O público sempre espera que ela dance e vá embora, mas ao pegar alguém da plateia, ela trouxe um elemento novo… Agora em todas as apresentações eles vão esperar que ela tire alguém para dançar, o que pode acontecer ou não. Todos apenas estão mais interessados por ela. 
    Novamente, houve silêncio, mas a respiração descompassada da garota era audível. 
    — Quem é você? — Benny disse de repente, franzindo as grossas sobrancelhas e Christian esticou a mão para um cumprimento, porém foi ignorado, afinal, o outro ainda segurava a garota pelo braço.
    — Christian Beadles, publicitário e o cara qualquer para quem ela rebolou — ele disse e Sapphire se segurou para não direcionar ela mesma um tapa ao garoto, mas ele apenas segurou sua mão e afastou as mãos do mais velho. — Agora se nos dá licença, vou tirar a senhorita daqui porque se continuar sendo abusivo, eu posso denunciar essa porra toda.
    — Eu não permito que ela vá! — Benny gritou enquanto eles se afastavam rapidamente.
    — Você não tem que permitir, ela não é sua prisioneira! Contanto que ela esteja aqui no horário do expediente e faça seu trabalho como deve ser feito, você não pode exigir nada dela. — Christian disse ainda um pouco embolado pela bebida antes que eles passassem pela porta. 
    Correram juntos, ainda de mãos dadas por algum tempo até que estivessem longe o suficiente para andar normalmente. O silêncio parecia constrangedor para ela, mas ele estava tranquilo. Christian era um cara tranquilo e naquele momento Sapphire notou algumas outras qualidades do rapaz. 
    — Obrigada — ela disse de repente e ele deu de ombros.
    — Não me agradeça. Eu jamais conseguiria deixar um cara destratar uma mulher na minha frente e não fazer nada sobre — ele disse e ela sorriu, assentindo e colocando as mãos no bolso, foi quando ele parou na frente de uma lanchonete. — Eu definitivamente preciso de um café forte. Me acompanha?
    — Não sei se é uma boa, Christian. Eu supostamente não deveria nem estar aqui fora sem uma peruca. Não quero ser reconhecida por ninguém. E ainda tem o Benny… Eu deveria tentar acalmá-lo — ela disse e ele fez beicinho.
    — Um café. Só um. — ele disse e ela tombou a cabeça para o lado, indecisa. — Eu te pago uma torta de morango.
    — Com chantilly? — perguntou e ele sorriu.
    — Com muito chantilly.

サファイア

N/A: Hey meus amores! ♥ Eu sei que demorei, mas tive um bloqueio criativo f*dido e apenas consegui concluir o capítulo agora. Entretanto, consegui encaminhar bem o capítulo e muita coisa vai acontecer daqui pra frente, hehe. O que acharam? Me falem sobre o hot, sobre os tapas (risos), sobre a amizade que está surgindo entre o Chris e a Sapphire, sobre tudo! Pretendo continuar em breve. Até lá! 
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