16/10/2013

She don't like the lights - capítulo 2

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“Eu não esqueci, me conformei com a ausência. É diferente” – Gabriel Oliveira.


A menina caminhava pelo corredor, de volta para sala. Ela decidiu ignorar o bando de garotas fúteis que estavam á sua volta, provavelmente rindo dela. Julliet tinha dó desses tipos garotas, ela sabia que o cérebro desse tipo de gente havia sido corroído pela tinta de cabelo. Ela se sentiu mal por pensar que um dia foi esse tipo de garota.

E em meio á seus pensamentos ela foi empurrada contra os armários. Os braços do menino estavam apoiados nos armários ao lado da cabeça de Julliet, ou seja, a menina não tinha saída.

- Jéssica, amor da minha vida – o garoto sorriu.

- Meu nome é Julliet – a garota bufou.

- Certo, Julliet, o que acha de...

- Eu não vou transar com você Cody – a menina o interrompeu antes que dele terminar a frase.

- Eu não pretendia te convidar pra transar, apesar de ser uma proposta tentadora. Bom, dando continuidade ao meu pedido eu...

- Eu recuso seu convite Cody – a menina novamente o interrompeu no meio da frase.

- Gata, você tem noção do que está perdendo?

- Tenho certeza de que não estou perdendo muito coisa.

- E eu tenho certeza que você vai se arrepender de ter dito isso – o garoto socou o armário mais próximo a cabeça da menina.

- Isso foi uma ameaça?

- Entenda como quiser.

O garoto saiu esbanjando um sorriso amedrontador. Mas Julliet já havia se vacinado contra o medo, o medo já havia sido banido de sua vida.

- Julliet! – alguém a abraçava por trás. E ela nem se importou em se esquivar, sabia muito bem quem era. Reconheceria o cheiro dos perfumes caros de Jessie de longe.

- Posso saber o motivo de tanta felicidade? Não é muito comum te ver feliz nas segundas-feiras.

- É realmente estranho eu estar feliz justo na segunda-feira. Mas sim tem um motivo, e você vai querer saber, certo?

- Na verdade eu não...

- Tudo bem, já que você insiste, eu conto. Sabe aquela balada que eu daria tudo pra ir? – a menina dos olhos azuis assentiu- Consegui três ingressos – a menina dos olhos verdes gritou – E adivinha que vai comigo?

- Harry?

- Harry e você.

- Não, sem chance, eu não vou.

- Julliet Smith, você esta enfurnada dentro daquela casa á seis meses. Faz seis meses que você não se diverte verdadeiramente. Eu entendo que a morte de seus pais tenha feito um grande estrago na sua vida, mas eu não consigo mais ver minha melhor amiga acabada, não consigo. Você entende que agindo desse jeito esta magoando as pessoas que você ama? Eu não vou permitir que você continue assim, não mesmo. Eu e Harry estaremos te esperando as 22h00min PM, não se atrase.

(...)

A menina corria pelas ruas da cidade movimentada. Esse era o terceiro dia que ela chegava atrasada no trabalho. E mesmo estando atrasada ela não se importava nenhum pouco, não gostava de trabalhar no Burger King, sempre preferiu o McDonald’s.

- Senhorita Smith, você 37 minutos atrasada – o seu chefe anunciou assim que ela pisou no local.

- Eu sei disso Will.

- E mesmo sabendo insiste no erro.

- É que eu... – a menina estava prestes a dar uma ótima desculpa quando seu celular tocou. Ela fez um sinal com a mão pedindo que o patão esperasse, ele a encarou indignado.

Ligação ON

- Senhorita Smith? – uma voz feminina perguntou.

- Sou eu.

- Gostaríamos de saber quando a senhorita pretende vir pegar o Cory, ele esta aqui te esperando já faz um tempo.

- Ah meu Deus, eu já estou indo. Em 15 minutos estou ai.

Ligação OFF

- O que aconteceu? – o chefe perguntou visivelmente preocupado.

- Desculpe Will, mas eu vou me atrasar mais alguns minutos. Eu esqueci meu irmãozinho na escola – a menina nem esperou uma resposta do patrão, colocou a bolsa no ombro e saiu correndo.

(...)

- Desculpe o atraso – a menina sussurrou para a diretora enquanto passava pelos portões da escola comunitária da cidade de Atlanta. Era óbvio que em uma cidade tão grande como Atlanta existiria um número considerável de pessoas menos favorecidas, e se por algum motivo elas quisessem estudar, era ali que eles se matriculariam.

- Julli! – o menininho corria até a garota com um enorme sorriso estampado no rosto.

- Oi criança – a menina abraçou fortemente o garotinho, o aconchegando em seus braços.

- Eu não sou criança – Cory protestou – Eu sou um homem, e homens não gostam de ser abraçados pelas irmãs.

- Cara, sua irmã é bonita – um garotinho que até agora Julliet não havia percebido estava bem ao seu lado, ele estava cutucando a bunda da menina.

- Eu sei disso – Cory disse – E, por favor, pare de cutucar a bunda da minha irmã.

- Mas é legal – o garotinho protestou.

- A bunda da minha irmã não é iPhone , então tire já o dedo daí – a garota gargalhou , era até engraçado ver o irmão a defendendo.

- Acho que já deu nossa hora Cory – ela pegou o menino pela mão e saiu o puxando. Mas antes de sair por completo se virou e acenou para o garotinho que ainda estava parado lá, ele sorriu e saiu gritando.

Enquanto eles caminhavam de volta para o trabalho da garota o menininho fez uma pergunta que embrulhou o estômago dela por completo:

- Julli, você acha que a mamãe e o papai vão demorar muito para volta? – aquela pergunta pegou-a totalmente de surpresa.

A menina parou abruptamente, o que, consequentemente, fez o menininho parar também.  O menininho dos olhinhos azuis a encarava.

- A mamãe e o papai têm muito trabalho pra resolver, talvez eles demorem mais um pouco.

- Eu estou com saudade deles.

- Eu também – a menina sussurrou.

(...)

Eram exatamente 22h00min PM quando uma buzina soou em frente à casa de Julliet.
Ela havia vestido um dos seis únicos vestido que ela possuía, os outros ela havia rasgado e/ou botado fogo.

O vestido caia perfeitamente bem nela. Ele era preto e ficava colado em seu corpo, as mangas eram longas. Em geral o vestido não possuía nenhum detalhe, exceto pelo decote “V” que se estendia ao longo de suas costas. Nos pés calçava seu coturno preto. Ela NUNCA usava maquiagem, nunca mesmo, a única coisa que ela sempre usava era o lápis de olho.

Pegou seu iPhone 5 , que havia ganhado antes de seus pais morrerem, e saiu do quarto .

- Aonde você pensa que vai? – a voz irritante de sua tia disse.

- Não é da sua conta – a menina respondeu no mesmo tom.

- Bom, legalmente a sua guarda esta comigo.

- Não significa que eu tenha que te obedecer.

- Você é uma ingrata mesmo, eu dou abrigo para você e seu irmão e você ainda me vêm com sete pedras na mão. Espera só o testamento de seus pais saírem, eu vou te jogar na rua só com sua roupa do corpo. 

- Ótimo, eu não aguento mais ter de morar com você – dito isso a menina passou pela porta. Ainda podia ouvir os resmungos da tia, mas preferiu ignorar.

- Jessie, ela esta chegando – Harry anuncia enquanto Julliet passava pelos portões de casa – E esta linda.

A menina gostaria de não ter corado tanto quanto corou. Mas a verdade era que ela não aceitava nenhum elogio. Já passará por muitas coisas que a fizeram acreditar se a pior pessoa do mundo.

- Ah Meu Deus, eu tenho que concordar com o Harry -Jessie disse- Se eu fosse lésbica eu te pegava.

A menina gargalhou e entrou no carro e disse:

- E quem disse que eu pegaria você?

(...)

Assim que pisou os pés naquele lugar Julliet se arrependeu profundamente. Nunca havia participado de uma orgia, mas tinha certeza de que era algo parecido com aquilo.

- Isso é horrível – ela sussurrou.

- Isso é incrível – Jessie gritou.

Julliet revirou os olhos e começou a caminhar até o bar.

- Ei, aonde você vai? – Harry perguntou.

- Vou beber alguma coisa.

- Quer companhia?  – aquilo soou mais como uma ordem do que um pedido, mas a mesmo assim a menina recusou.

- Não, obrigada.

E então a menina voltou a caminhar em direção ao bar, ignorando completamente a expressão de tristeza no rosto de Harry.

Minutos depois, antes de tomar sua quarta dose de Vodka a balada toda começou a vibrar com mais intensidade. A garota imaginou que a música que tocava agradava a todos, mas então uma seção de flashes idiotas começou. Que merda estava acontecendo?

Ela percebeu que uma pequena multidão se formava no meio do estabelecimento.

Segundos depois, entendeu o porquê de tanta exaltação.

Justin Bieber estava no meio daquela multidão. 


Heey suas lindas semideusas . Aqui está o 2º capítulo de SDLTL (abreviei pq fiquei com preguiça de digitar o resto huehuehue) . Bom , gostaria de avisar que mudei a idade do Cory , ele tinha 6 anos , agora ele tem 5 anos . Espero que o capítulo não tenha ficado tão lixo hehehe .
Aqui meu ask : http://ask.fm/loukaspeloj , deixem ask's sobre o que vocês quiserem , vale qualquer assunto huehuehue . 
Meu tumblr : http://belieber-apaixonada-br.tumblr.com/  , estou aceitando followers hehehe .
E aqui esta minha outra fanfic : http://fanfiction.com.br/historia/332170/Love_Or_Hate_/  Okay , os primeiros capítulos são um lixo , eu sei disso ( lembrando que o tema principal dela não é o Justin , o tema dela é um jogo que eu amo , chamado Amor Doce )

Divulgando :


Então , é isso . Beijão pra vocês , suas lindas .

Comentem  ;)


5 comentários:

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